o amor que podemos sentir pelos outros pode ser perigoso. pode ser perigoso, porque pode acabar com o que sentimos por nós. nada é mais importante do que a nossa dignidade e os nossos valores. até podemos pensar que há quem entre na nossa vida para nos derrotar, mas, mais cedo ou mais, (e, acreditem, é fatal como o destino) percebemos que essas pessoas entraram para nos dar força.
há pessoas genuinamente más. há! e há pessoas que não são genuinamente más, mas que pela experiência de vida que tiveram aprenderam a defender-se atacando os outros. não é desculpa. nunca foi e nunca será. a verdade é que essas pessoas perdem os valores demasiado cedo e acham que o Mundo lhes quer fazer mal. e, então, dão patadas atrás de patadas. até ficarem sozinhos, à noite... e perceberem que não têm nada... que não têm ninguém. e é um dilema: porque de dia acham-se as maiores, mas à noite...ah, a noite é escura e traz as memórias e os pensamentos.
ela está a aprender que tem de aprender a ter calma; está a aprender que tem de aprender que as pessoas mudam...e nem sempre é para melhor; está a aprender que nem toda a gente merece estar na vida dela; está a aprender a olhar para trás e a perceber que ele é assim porque não tem bases, não se amas e procura o seu amor próprio nas aparências e em muitas outras raparigas.
e...sabem? ela está a aprender que ele perdeu o melhor dele: ela!
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
olhar pela janela da varanda e ver as luzes dos carros, na noite que nos atravessa. há uns tempos, antes das luzes, estavas tu. esfumaçavas lá fora enquanto olhavas para mim com orgulho pelo que tínhamos conquistado. eu sorria, achava-te meio tonto e tu desenhavas um coração com o vapor que saía da tua boca.
boca que eu esperava que chegasse ao pé de mim; braços que eu esperava que me agarrassem com tanta força quanto a necessária no caso de o Mundo acabar... e éramos eternos. (se calhar porque tínhamos medo de não o sermos).
e foi assim, sem surpresas, que chegamos ao hoje. que me consome. pela bolha em que vives e que te transformou num ser que não conheço. que não me respeita. que não se respeita. que não respeita ninguém. mas que acredita, piamente, que a expressão "última Coca-Cola do deserto" foi inventada a pensar em si.
é aí que eu entro... por saber, de perto, que não o és. os amigos, sabes, acham sempre que somos perfeitos. porque são nossos amigos, gostam de nós e incentivam-nos a continuar. é o papel deles. mas eu fui mais: eu segui-te de perto. dormi contigo. chorei contigo. tive o pior de ti. e (quero acreditar)...o melhor também. (quero acreditar) que nos tornamos um de um jeito diferente. queria acredita que tinhas mudado por mim e que ainda te podia mudar mais. para nos encontrarmos lá à frente de um jeito bom, sabes?
perdemos o caminho. eu afastei-me para pensar e tu, precisamente por pensares, voltaste ao que eras. bom, a verdade é que não te conheci antes de entrar na tua vida com lugar de destaque. não hesitaste... sabes, é engraçado! eu sempre fui contra tudo e todos para te defender e para provar que não eras como alguns diziam e outros desconfiavam. e tu foste contra a parede. com tanta força! e provaste a toda a gente que tinham razão e eu não.
foste o meu porto de abrigo e isso ninguém te tira. ainda que me pareça, agora, tudo mentira. ainda que te ponhas sempre em primeiro lugar e só penses em ti.
a verdade é que podíamos ter sido tudo. e no fim das contas feitas... podíamos dar a mão com tanta força e fazer toda a gente acreditar que: "nós somos diferentes. mas somos diferentes de um jeito perfeito".
sábado, 11 de outubro de 2014
"true love waits". radiohead para dentro do coração. isto é voltar. outra vez
foi tempo demais sem vir aqui. foram coisas demais a acontecer. "true love waits". sempre. e quando não espera e substitui, é porque não era para ser. mas... se não era para ser... porque é que custa tanto?
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
(des)construir.
concentrou-se nele com tudo o que tinha.
as forças numa mochila, o amor na outra e partiu. com destino, mas sem saber onde ia parar.
não é fácil confiar de olhos fechados, principalmente quando se tem a sensação (provada) de se ter tropeçado algumas vezes. não muitas, é certo. mas o suficiente para não se voltar a pôr um pé naquele terreno bravo. assim. à confiança.
(que era o que não tinha. ) sobretudo nela. mas se não tinha confiança, gradualmente (depressa), foi pondo um tijolo em cima do outro (sem nunca se esquecer de pôr uma boa quantidade de cimento) até achar que estava perfeito. e ele via tudo isto a acontecer.
até que a construção estava mesmo bonita. bonita ao ponto de se mostrar às pessoas de quem se gosta. com orgulho. com brilho nos olhos. com perspectivas de futuro. e ele via tudo isto a acontecer.
até ao dia. bastou tirar um tijolo. e não se faz isso quando se sabe que todos são essenciais.
as forças numa mochila, o amor na outra e partiu. com destino, mas sem saber onde ia parar.
não é fácil confiar de olhos fechados, principalmente quando se tem a sensação (provada) de se ter tropeçado algumas vezes. não muitas, é certo. mas o suficiente para não se voltar a pôr um pé naquele terreno bravo. assim. à confiança.
(que era o que não tinha. ) sobretudo nela. mas se não tinha confiança, gradualmente (depressa), foi pondo um tijolo em cima do outro (sem nunca se esquecer de pôr uma boa quantidade de cimento) até achar que estava perfeito. e ele via tudo isto a acontecer.
até que a construção estava mesmo bonita. bonita ao ponto de se mostrar às pessoas de quem se gosta. com orgulho. com brilho nos olhos. com perspectivas de futuro. e ele via tudo isto a acontecer.
até ao dia. bastou tirar um tijolo. e não se faz isso quando se sabe que todos são essenciais.
domingo, 11 de agosto de 2013
desgaste.
"dás-te demais, sem teres de fazer por isso."
no fim, lá onde tudo acaba, é mais fácil olhar para dentro do que para o lado, achar que houve uma erosão interna onde o tempo (que antes não tinha tempo) agora pesa; porque o tempo, (onde antes se era tudo), agora é suficiente; porque o tempo, (que antes os separava), agora parece ser um balão de oxigénio.
não para ela.
no fim, lá onde tudo acaba, é mais fácil olhar para dentro do que para o lado, achar que houve uma erosão interna onde o tempo (que antes não tinha tempo) agora pesa; porque o tempo, (onde antes se era tudo), agora é suficiente; porque o tempo, (que antes os separava), agora parece ser um balão de oxigénio.
não para ela.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
homem da minha vida.
"-Quem me garante que não és tu?
-Devo ser eu.
-Espero que sejas tu.
-É agora que me dizes que és a mulher da minha vida?
-Não, é agora que te digo que és o homem da minha."
tirei de uma partilha no facebook de alguém. é tão isto.
-Devo ser eu.
-Espero que sejas tu.
-É agora que me dizes que és a mulher da minha vida?
-Não, é agora que te digo que és o homem da minha."
tirei de uma partilha no facebook de alguém. é tão isto.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
how i met.
cheguei a conhecê-la bem. tão bem que sabia quando ela estava triste ou inquieta. a comida que existia no frigorífico era a mesma durante uma semana.
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