sexta-feira, 11 de maio de 2012
salto?
às vezes duvido mais de mim do que de ti. porque, às vezes, também falho. e não há quem mais fique danado comigo, nesses casos, do que eu. eu sou a pior censura que posso ter. e dava tudo para me apoiares e te importares. mas a tua passividade é incrível. diria que nunca nos conhecemos. que sonhei. que inventei. não fossem as provas reais. eu salto se tu saltares comigo. se for para saltar sem ti, não usarei pára-quedas.
domingo, 6 de maio de 2012
perspectiva.
ia ter saudades do cheiro a café que invadia a sala pela manhã. até perceber que, a partir de agora, ia poder fazer O SEU próprio café. perspectivas.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
...
nunca tinha conseguido pertencer a um lugar. ou a uma pessoa de quem gostasse, de facto. porque, para ela, os lugares e as pessoas tinham uma coisa em comum: afastavam-se.
ainda se lembrava da primeira vez que isso aconteceu com uma pessoa. andava no sétimo ano. tal como ainda se lembra de o ter recordado, em voz alta, dentro daquelas paredes. ele estava na varanda. atento e a fumar. apareceu-lhe de surpresa. conversaram mais do que muito. ela confidenciou-lhe mais do que era suposto. para logo de seguida ele se ir embora.
dentro daquelas paredes. onde viveu tanto. ultrapassou muito e estava pronta a confiar. de novo. e sonhou ser tudo. e esteve quase a ser. quase. nova personagem, mesmo argumento. e, às tantas, já ela não sabia dele. só das reticências.
dentro daquelas paredes. junto aos móveis. onde colocou fotografias e pretendia colocar muitas mais. queria encher a casa de caras. das caras que lhe eram familiares. que estavam com ela nas noites menos fáceis. acabou por nunca acontecer. mas ela esteve quase. quase.
ainda se lembrava da primeira vez que isso aconteceu com uma pessoa. andava no sétimo ano. tal como ainda se lembra de o ter recordado, em voz alta, dentro daquelas paredes. ele estava na varanda. atento e a fumar. apareceu-lhe de surpresa. conversaram mais do que muito. ela confidenciou-lhe mais do que era suposto. para logo de seguida ele se ir embora.
dentro daquelas paredes. onde viveu tanto. ultrapassou muito e estava pronta a confiar. de novo. e sonhou ser tudo. e esteve quase a ser. quase. nova personagem, mesmo argumento. e, às tantas, já ela não sabia dele. só das reticências.
dentro daquelas paredes. junto aos móveis. onde colocou fotografias e pretendia colocar muitas mais. queria encher a casa de caras. das caras que lhe eram familiares. que estavam com ela nas noites menos fáceis. acabou por nunca acontecer. mas ela esteve quase. quase.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
ponto de fuga.
este descontrolo que há em mim chega a ser louco: divide-me em metades, esquece as horas e confunde as cidades.
este descontrolo que há em mim chega a ser cego: vê-te onde não estás, delira com o que não queres e eu peco. peco por excesso e nunca por defeito; peco por trazer isto dentro do meu peito. que não sente, que não faz sentido e que é calmo e tranquilo.
que pensa em ti nos dias de chuva e te esquece nos dias de sol; que te quer tanto quando te vê, mas quando isso não acontece te lança ao mar como a uma prece.
e é no nada que sou tudo e no tudo que não sou.
é quando o "sim" é "não", o "não" é "sim" e o "talvez" não deixa de ser uma coisa parecida com "who cares?". sabes? é aí que estou.
sábado, 21 de abril de 2012
01:39
não me peças para te esquecer. se já chegamos até aqui. passou-se algum tempo, eu sei, mas na minha memória foi ontem. o primeiro dia em que nos vimos. e a coisa mais estranha que já senti. não é amor, não sejas louco, mas é algo que mexe com as entranhas e que estranhas por te mexer assim. não é possível, nem tão pouco exequível. porém... basta o querer. basta o apagar de tudo o que ficou para trás e partir do zero: começar uma corrida nova, saltar obstáculos e vislumbrar a meta. (e vê-la a desaparecer. a fundir-se com o horizonte.) o recuperar do fôlego. "podemos dar mais, vá lá, podemos dar tanto ainda!". e a meta aproxima-se. (aproxima-se para, logo de seguida, se perder lá mais para a frente.) qual jogo do gato e do rato, qual quê? o que eu sinto é isto: é esta vontade de ti que não sai de mim e não tem mais nem p'ra quê.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)
