"her lips, her lips,
I could kiss them all day if she'd let me.
her laugh, her laugh,
she hates but I think it's so sexy"
"her lips, her lips,
I could kiss them all day if she'd let me.
her laugh, her laugh,
she hates but I think it's so sexy"

não o vou negar e nem quero que me censurem. sou de amizades fáceis, é um facto. não posso ver um qualquer ser a aproximar-se de mim que logo me encho de compaixão pelo próximo. não é um defeito, prefiro acreditar que é feitio.(ainda que, por vezes, tropece, “acreditar” é a palavra-chave).
ainda que, por vezes, muitos daqueles em quem mais confio se vão embora ou estejam longe; ainda que, muitas vezes, confie e depois seja “traída”. Acontece a todos e o meu karma não será, evidentemente, diferente do vosso.
vivemos em tempo de “vai-e-leva”. o raio da crise afecta-nos muito mais do que em termos financeiros. para mim, o aspecto social é o que fica mais machucado. a crise faz com que todos andemos num profundo stress, como se fôssemos bombas-relógio prontas a explodir em qualquer momento;
a crise é desculpa para tudo: para estarmos sozinhos e para estarmos acompanhados. ora queremos estar sozinhos porque não nos apetece ir ao café ou a outro sítio onde sabemos que é certo, certinho, que vamos despender uma qualquer maquia; ora queremos estar acompanhados porque se formos jantar com companhia não só nos livramos da solidão, como dividimos a conta;
é na crise que percebemos quem são os nossos amigos: aqueles a quem não precisamos de dar uma única palavra para nos perguntarem se queremos boleia para a estação para pouparmos no tempo/ dinheiro do táxi; aqueles que, mesmo com dificuldades, fazem o “gesto do Zé Povinho” e juntam o necessário para nos virem visitar…só porque sim!
mas é também a crise que nos obriga a sermos tão poupados, mas tão poupados, que chegamos ao ponto de poupar, também, nas palavras e nos esquecermos de dizer a estas pessoas o quão importantes são para nós. fica aqui o meu testemunho. da verdadeira amizade na crise.