sexta-feira, 16 de julho de 2010

.em menos de nada.

e em menos de nada, tudo terá passado. e o passado será passado. e estará no seu lugar. arrumado.
em menos de nada, podes ser tudo. voltar a sonhar, a acreditar, a chorar e a rir. às bandeiras despregadas!
em menos de nada, corta o cabelo, faz um piercing, vai à oysho com a Eunice Muñoz ou descobre que a má colega que tens no trabalho te está a passar a perna.
em menos de nada, tudo muda: aprendes quem tem valor, ficas a adorar ainda mais as pessoas que adoravas, relativizas tudo e sabes que quem não está, não merece estar. sabes que tens valor e que o teu coração não é doente. é bom, é puro e é feliz. inspiras e queres voltar a fazê-lo. só mais uma vez...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

hedonism

I HOPE YOU`RE FEELING HAPPY NOW
I SEE YOU FEEL NO PAIN AT ALL IT SEEMS
I WONDER WHAT YOU`RE DOIN` NOW
I WONDER IF YOU THINK OF ME AT ALL
DO YOU STILL PLAY THE SAME MOVES NOW
OR ARE THOSE SPECIAL MOODS FOR SOMEONE ELSE
I HOPE YOU`RE FEELING HAPPY NOW

JUST BECAUSE YOU FEEL GOOD
DOESN`T MAKE YOU RIGHT, OH NO
JUST BECAUSE YOU FEEL GOOD
STILL WANT YOU HERE TONIGHT


"And then she cried and said: stupid, stupid girl!" It seems to me... I've heard it somewhere...

terça-feira, 6 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

finja fazer mil viagens.

"e o meu coração, embora. finja fazer mil viagens. fica batendo, parado, naquela estação"

quinta-feira, 24 de junho de 2010

palavras ao vento.

eu não sei falar de amor.
não sei de improviso.
e se falar só por falar, banalizo.

no céu há quem se una,
quem olhe cá p'ra baixo e sorria.
porque, honey, tudo aquilo que quisemos,
alguém já o quis...um dia.

tive de te esconder quando te comecei a descobrir,
sou uma fala-barato, uma pinga-amor,
e como sou assim,
acabaste por fugir.

dizem que não há quem se aproxime,
(a muralha da China mudou de lugar).
mas quem quis e quem soube,
acabou por tudo quebrar.

e é essa força, essa persistência... que preciso de encontrar.



quarta-feira, 23 de junho de 2010

sobre a questão que nos atormenta.


pergunto eu, a todos vocês que me seguem, o seguinte:

-insistir é...?

a) um acto de teimosia;
b) um acto de burrice;
c) um acto de persistência;
d) um sinal de que se gosta mesmo do outro;
e) a mesma coisa que bater com a cabeça contra a parede.

domingo, 20 de junho de 2010

i-m-o-r-t-a-l-i-d-a-d-e

é disto que se fala, meus caros, quando existe habituação. e desde miúda que me habituei a ver certas pessoas por perto ou a ouvir falar nelas. e por esse motivo, quando viajam, há um sentimento de estranheza, tristeza e até mesmo revolta.
desde que nasci que ele sempre esteve lá. ia às minhas festas, aos meus desfiles de Carnaval e estava presente em cada aniversário. é que não falhava um! mais, sempre que me dava na real gana ficava em casa dele. dias ou semanas. conforme os meus pais me deixassem. e não era pêra doce, não senhor, porque eu fazia-lhe trinta por uma linha. mas... ele gostava de mim! amava-me e tinha orgulho em tudo o que eu fazia, daquilo que sou. mesmo quando me mandava levar ovos à minha avó e a meio do caminho eu achava por bem atirá-los contra a porta da garagem. ele arregalava-me os olhos, mas nunca me tocava; ou até quando fingi ter caído ao ribeiro e me escondi atrás da porta da casa-de-banho. os olhos abriram-se numa expressão zangada, achava eu. mas hoje sei que era muito mais do que isso: era o amor da preocupação.
baptizado, todos os Natais, todas as passagens de ano, fins-de-semana, férias pequenas, férias grandes, doença, 1ª comunhão, comunhão solene, desfiles de curso, missa de fim de licenciatura. sempre! toda a minha vida me habituei a tê-lo comigo. e jamais poria em questão que, um dia, tudo isso pudesse acabar.
mas acabou. e acabou quando eu estava no início da realização de um sonho. ele assistiu a esse começo e ficou cheio de orgulho. eu sei. e mesmo quando o sonho foi interrompido, ele esteve sempre comigo. e agora, que o sonho começou de novo, com mais força e mais crer, ele está comigo, eu sei. e sei também que foi e é graças a ele que tudo acontece na minha vida. e por isso não questiono nada. deixo-me ir. porque ele quer o melhor para mim e cabe-me aceitá-lo e retribuir com o mesmo amor, orgulho e força que ele depositava em mim. continuarei a fazê-lo, contra tudo e contra todos. até porque, um dia, nada me vai dar mais orgulho do que dizer-lhe: "conseguimos avô".