sábado, 28 de maio de 2011

nem tudo o que parece, é

Gosto de passar e ver passar. Gosto de brilhos no olhar. Gosto de sorrisos indiscretos e de quem recebe de braços abertos.
Gosto de viagens, do novo, do incerto. Gosto de palpitações no coração dela quando sabe que vai dar certo. Gosto da força que arranja quando lhe falta o chão e, ainda assim, prossegue o caminho e faz tudo com paixão.
Gosto que ele pense que é importante quando, no fundo, quem importava mesmo já não está. Mas ele não tem de saber. Ninguém tem. E, o mais engraçado, é que gosto do gozo que isso me dá.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

declaração perfeita.

"her lips, her lips,

I could kiss them all day if she'd let me.

her laugh, her laugh,

she hates but I think it's so sexy"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

não é mito.

as pessoas invejosas e que amam falar nas costas das outras pessoas existem mesmo. Deus, andas distraído? manda já um raio cá p'ra baixo!

domingo, 12 de dezembro de 2010

LOVE actually...

...is when there is no need to change.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RCP


ouvia como se fosse o instinto a mandar. nem sequer era de lá, era de perto. na altura morava onde nasci, em Marco de Canaveses, e nada me ligava a Penafiel a não ser a proximidade geográfica.
no entanto, um dia, ao passear pelas frequências da rádio fiquei lá. não percebi bem porquê, mas fiquei presa. a partir dali começou a ser habitual. os nomes dos locutores, os programas e o "som" característico de cada rádio. aquela tinha. e eu ficava-me. e falava dela.
anos volvidos, terminei o meu curso. fiz o meu estágio em TV e depois de o acabar (passado poucos meses) fui contactada PELA rádio. falo-vos da Rádio Clube de Penafiel. fui à entrevista. passei as várias estapas e, quando dei por mim, estava lá. estava a trabalhar na rádio que ouvia desde miúda! nunca pensei...
uma rádio local, uma rádio pequena, é certo, mas onde se aprende imenso! onde o ambiente é mesmo familiar e onde cada jornalista/animador/funcionário é tido em conta enquanto ser humano. onde as pessoas se preocupam...MESMO!
onde cada ouvinte valoriza MESMO tudo o que é dito; onde cada entrevistado tem MESMO orgulho em participar. "é a rádio da terra". é o que lhes está próximo. é onde podem ouvir o vizinho, o seu presidente da junta, da câmara e podem (até) ouvir falar das suas ruas!!
são os "pés no chão" de um país que anda com a cabeça nas nuvens.
já passou um ano e, entretanto, o meu caminho está a ser trilhado noutro lado. mas não posso deixar de fazer um apelo: NÃO DEIXEM AS RÁDIOS LOCAIS MORRER!!! OUÇAM A RCP!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sem título.

sabes hoje faltaste-me. não soube de ti todo o dia. e pensei em ti o dia todo.

queria dizer-te que as pessoas estão más: falam torto, não respeitam opiniões e o umbigo de cada um é tema central de risadas e de jogatanas nos cafés.

já não há o todo. o trabalho de equipa. o “bom dia” acompanhado do sorriso mais puro. aqui para nós, acho que o que lhes faz falta é o som dos passos de uma criança a correr; o som da água a passar por entre as rochas; o fazer castelos de areia e ficar com as mãos muito sujas; o alívio de deitar a cabeça num colo que os proteja; o prazer de ouvir o pai ou a mãe dizer “boa noite. Dorme bem” e desligar a luz.

e se se lembrassem que qualquer um de nós pode não acordar amanhã?? e que um acto de má fé, uma palavra cortante, fria e dura pode ficar para sempre a pesar na consciência??

sabes, tenho a certeza que seriam todos mais felizes se tivessem isto em conta. e estou quase, quase, quase, certa disso.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

amizade na crise

não o vou negar e nem quero que me censurem. sou de amizades fáceis, é um facto. não posso ver um qualquer ser a aproximar-se de mim que logo me encho de compaixão pelo próximo. não é um defeito, prefiro acreditar que é feitio.(ainda que, por vezes, tropece, “acreditar” é a palavra-chave).

ainda que, por vezes, muitos daqueles em quem mais confio se vão embora ou estejam longe; ainda que, muitas vezes, confie e depois seja “traída”. Acontece a todos e o meu karma não será, evidentemente, diferente do vosso.

vivemos em tempo de “vai-e-leva”. o raio da crise afecta-nos muito mais do que em termos financeiros. para mim, o aspecto social é o que fica mais machucado. a crise faz com que todos andemos num profundo stress, como se fôssemos bombas-relógio prontas a explodir em qualquer momento;

a crise é desculpa para tudo: para estarmos sozinhos e para estarmos acompanhados. ora queremos estar sozinhos porque não nos apetece ir ao café ou a outro sítio onde sabemos que é certo, certinho, que vamos despender uma qualquer maquia; ora queremos estar acompanhados porque se formos jantar com companhia não só nos livramos da solidão, como dividimos a conta;

é na crise que percebemos quem são os nossos amigos: aqueles a quem não precisamos de dar uma única palavra para nos perguntarem se queremos boleia para a estação para pouparmos no tempo/ dinheiro do táxi; aqueles que, mesmo com dificuldades, fazem o “gesto do Zé Povinho” e juntam o necessário para nos virem visitar…só porque sim!

mas é também a crise que nos obriga a sermos tão poupados, mas tão poupados, que chegamos ao ponto de poupar, também, nas palavras e nos esquecermos de dizer a estas pessoas o quão importantes são para nós. fica aqui o meu testemunho. da verdadeira amizade na crise.