segunda-feira, 27 de junho de 2011

a (verdadeira) dor.

evitamo-la de dia para dia. não queremos ouvir falar nela, desconversámos, chutámos para canto, fazemos de conta que não existe. mas... quanto mede a dor de se perder alguém? quanto dura? quanto pesa? ninguém sabe responder.

não vale a pena falar na injustiça, no tempo permaturo ou noutros argumentos. só sei que a dor é significado de "fazes-me falta". e quanta falta me vais fazer daqui para a frente!e quanto me vai custar não te ouvir mais, não sentir o teu abraço sempre que chegava a casa vinda no alfa e após 3 horas e meia de viagem! os teus saltos eram tudo, o teu carinho era o meu Mundo. tu eras o meu Mundo! eras a minha princesa, sem coroa mas com porte e eras feita à minha imagem e semelhança. eras a filha que (ainda) não tive.

porque é que não consigo dizer tudo? porque é que não há palavras suficientes para descrever isto tudo se existem tantas? para que é que existem tantas palavras se não servem para se dizer tudo?porque é que dói...mais do que tudo?

tenho tantas saudades tuas... e esta foi a única maneira que encontrei para fazer com que as lágrimas me escorram menos e de mostrar o quão especial tu eras. não falavas, mas tinhas mais sensibilidade do que aquilo que é possível imaginar. até tinhas uma música...

e dói tanto...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

mensagens (in)directas.




"move, move, move right out of my life!"

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"juras do coração?"


há muito que se esqueceu o valor das palavras... elas são invisíveis e, por isso, não pesam muito na consciência. não custa fazer de conta para enganar o outro até porque o outro não somos nós. e o que o outro sente, não nos diz respeito ou atormenta.

é preciso recorrer à infância para darmos valor ao que não é material, mas fere mais do que qualquer objecto arremessado à cabeça (quando a intenção é essa... e mesmo quando não é). há muito que o "juras do coração?" perdeu o significado e se fazem promessas que não se cumprem de forma desmedida. e o problema disto tudo não são as palavras. são os adultos! os adultos que deixaram de ser crianças e que acham que podem tudo só porque...são adultos!

se a mãe enverga um vestido que não lhe cai bem, a criança diz: "mãe esse vestido fica feio"; se uma amiga adulta nos vir com um vestido que fica feio diz "bem, emagreceste e esse vestido fica-te a matar".

se ele não nos quer como deve de ser, mas se quer divertir, é capaz de nos dizer de tudo. de nos prometer Mundos & fundos. mas não é capaz de admitir que tem problemas consigo próprio e que, aquilo de que ele no fundo não é capaz, é de gostar de si. e então tenta...tenta enganar-nos para se enganar a si mesmo e ficar com a impressão de que, afinal, não está só e até vai tendo quem "goste" dele.

os adultos são complicados e já há muito que se esqueceram de como é bom ver cor-de-rosa e gritar que é cor-de-rosa; de olhar para uma casa e não ver logo o seu preço, mas sim como é branca, tem janelas bonitas e um jardim capaz de enternecer.

as coisas são simples. os adultos é que complicam. as palavras não custam dinheiro e a verdade não dói assim tanto. dói quando nos enganam e quando chegámos a casa e pensámos nisso; dói acordar algumas vezes durante a noite por sabermos que nos enganaram e que isso não nos deixa dormir; e dói saber que quem nos enganou chega a casa e deita a cabeça na almofada e só acorda no dia seguinte.

e eu tenho quase a certeza de que, provavelmente, isto acontece porque os seus pais nunca os ensinaram a "jurar do coração".

quarta-feira, 22 de junho de 2011

it's time 2 say.



"I've had enough, I'm not a freak"

directamente.

a maior parte das vezes a pessoa certa, não o é; a maior parte das vezes o desejo não pode ser.
às tantas o Mundo dela transforma-se numa confusão de sentimentos & emoções. nada de novo. por isso é que devia ser suposto ela saber usar a tranquilidade para ultrapassar cada pedrinha;
por isso é que ela devia ser capaz de controlar as borboletas que a fazem ficar nervosa quando ele passa por ela;
por isso é que ela devia ser capaz de pôr um travão em tudo o que lá vai dentro, porque, no fundo, ela sabe que ele não é o caminho mais certo e mais curto para a felicidade que tanto almeja.
mas há qualquer coisa de inacabado naquela história que a faz ter o coração em farrapos: um dia está aos saltos, no outro tão derrotado que só visto!
"no fundo (explica-me ela), quando ele passa e nos olhámos, passa-se tudo e não se passa nada. os olhares cruzam-se e são, sem dúvida, comprometedores. eu sinto que ele sente. e sinto que ele podia fazer tudo, que podíamos ser tudo, mas que lhe é mais confortável assim. e queria tanto poder dizer-lhe tudo".

quinta-feira, 2 de junho de 2011

carta a ninguém

"o sentimento que se repete.
a letra do alfabeto que muda.
o interesse que começa no auge e vai diminuindo com o passar do tempo.
a falta de coragem em arriscar.
as dúvidas quanto ao futuro, o medo em relação ao passado e a vontade de viver o presente.
a vontade de me deixares ser eu, de tentar não desiludir-me e de não te iludir.
a vontade de me deixar ir, de me ultrapassar... e o horizonte que se desvaneceu, assim que tudo caiu.
todos os dias me reinvento.
todos os dias há o esforço e, todos os dias, aparecem obstáculos e tu desistes."

sábado, 28 de maio de 2011

nem tudo o que parece, é

Gosto de passar e ver passar. Gosto de brilhos no olhar. Gosto de sorrisos indiscretos e de quem recebe de braços abertos.
Gosto de viagens, do novo, do incerto. Gosto de palpitações no coração dela quando sabe que vai dar certo. Gosto da força que arranja quando lhe falta o chão e, ainda assim, prossegue o caminho e faz tudo com paixão.
Gosto que ele pense que é importante quando, no fundo, quem importava mesmo já não está. Mas ele não tem de saber. Ninguém tem. E, o mais engraçado, é que gosto do gozo que isso me dá.